Universidade do Algarve

 

ECNTLT

MÓDULO 2

A INTERNET NO ENSINO DAS LÍNGUAS

 

Conteúdos

1. Introdução. 1

2. Materiais na Web. 2

2.1 Avaliação de websites. 2

2.2 Utilização da Web para a aprendizagem de línguas. 3

2.2.1 Introdução. 3

2.2.2 Direitos de autor 5

2.2.3 Mais algumas sugestões. 5

2.2.4 Tarefa. 5

3. Comunicação via Internet 5

3.1 Correio electrónico para professores e alunos de línguas. 5

3.1.1 Comunicações e a Internet 5

3.1.2 Salas de Chat, MUDs e MOOs. 8

3.1.3 Um exemplo prático de aplicação do correio electrónico em sala de aula  8

3.1.4 Explorando o correio electrónico como meio de comunicação. 9

3.1.5 Flexibilidade do texto. 9

3.1.6 Correio electrónico – sempre disponível para leitura. 11

3.1.7 Gestão das actividades baseadas no correio electrónico. 11

3.1.8 Trabalhar com escolas parceiras. 11

3.1.9 Aprendizagem em Tandem... 12

3.1.10 Correio electrónico no currículo para elevar os níveis de desempenho  13

3.1.11 Tarefa. 14

3.2 Listas de discussão electrónicas. 14

3.3 Aprendizagem à distância. 15

3.4 Tarefa. 16

Bibliografia e outras referências. 16

 

 


1. Introdução

 

A internet constitui hoje em dia o instrumento privilegiado de divulgação de conhecimento. Através dela podemos aceder a obras literárias, peças musicais, filmes, fotografias ou quadros. Podemos consultar arquivos e bibliotecas, e visualizar documentos aí guardados. Podemos comprar aquele CD ou DVD que não existe em parte alguma da nossa cidade, e por um preço irrisório aquele livro raro publicado no tempo dos nossos bisavós. Podemos escrever directamente para autores de livros ou artigos científicos, colocar questões a especialistas, e receber deles sugestões de leitura ou hiperligações para sites de interesse. Podemos recolher materiais para utilização nas aulas e pôr os alunos a comunicarem com falantes nativos das linguas que estão a aprender. Podemos enviar e divulgar materiais por nós criados, e supervisionar o trabalho dos alunos. Mas também podemos apanhar vírus ou worms e infectar inadvertidamente o computador lá de casa e deitar a perder horas, dias ou anos de trabalho. A internet é um mundo mas não é o mundo, e trabalhar com ela, embora possa ser uma experiência compensadora e inovadora, não nos deverá fazer desviar do nosso objectivo primeiro, que é pôr os nossos alunos em contacto com o mundo real, a interagir com ele e a actuar nele como cidadãos responsáveis e solidários.

Teresa Almeida d’Eça no seu livro NETAprendizagem (1998) começa por explicar o que é a Internet, salientando o seu carácter globalizante como meio de comunicação e de acesso à informação:

‘A network of networks’ ou ‘the mother of all networks’ são duas expressões comuns quando se fala da Internet. De facto, a Internet representa uma megarrede à escala mundial, que interliga inúmeras redes de computadores e sistemas informáticos pertencentes a instituições governamentais, educativas e militares, a organizações comerciais, a empresas e a particulares espalhadas pelo mundo inteiro, possibilitando a comunicação directa entre todos.

d’Eça, 1998:22

Ao nível da educação, a Internet surge como um meio único de comunicação e de acesso à informação e ao conhecimento. No âmbito específico do ensino das línguas, a possibilidade de aceder a um número infindável de recursos autênticos sobre as línguas e as culturas constitui um potencial que os professores não podem ignorar. Este módulo procura explorar esta vertente. Assim, divide‑se o mesmo em duas grandes secções, a saber: Materiais na Web e Comunicação via Internet. Na primeira secção explicitamos os diversos tipos de materiais relevantes para o ensino das línguas que se podem encontrar na Web. Apresentamos sugestões para os avaliar e os integrar na práctica lectiva dos professores. A secção seguinte trata dos vários recursos de que nos podemos socorrer para comunicar através da internet, como sejam os casos do correio electrónico, listas de discussão, MOOs e MUDs, e outros processos de aprendizagem à distância.

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2. Materiais na Web

Há hoje em dia óptimas listagens de hiperligações de toda uma série de fontes. A curta lista que se segue constitui um bom ponto de partida, seja qual for a língua com que trabalhe. Se adicionar esta página aos ‘Favoritos’ do Internet Explorer poderá voltar a ela sempre que quiser. Se não souber como se faz consulte novamente o ponto 3.3 (Utilizar o seu Browser) do módulo 1. Os utilizadores mais experientes poderão optar por criar o seu próprio conjunto de hiperligações acompanhadas de notas, também conhecido como webliografia, portal ou jump station. Veja a tarefa 2 do site http://www.camsoftpartners.co.uk/lspinset.htm, onde é explicado como fazer passo a passo.

 

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2.1 Avaliação de websites

A Internet não está sujeita a qualquer tipo de regulação e isto quer dizer que, enquanto podemos encontrar grandes quantidades de bons materiais, também há material de qualidade duvidosa, quando não mesmo má.Antes de utilizar os materiais com os alunos, dever‑se‑ão verificar alguns dados relativos à origem e aos conteúdos do site. Por exemplo:

  • Quem escreveu o site?
  • A quem se dirige?
  • Quando foi escrito e com que frequência é actualizado?
  • O site é de fácil acesso e rápido no download?

As seguintes hiperligações ajudá‑lo‑ão a avaliar os materiais:

O caso de Strathclyde

Na Universidade de Strathclyde adoptou‑se a seguinte metodologia:

Utilize um motor de busca para localizar uma página web útil como material de apoio ou recurso para actividades na sala de aula, quer para professores, quer para alunos, dentro da sua área de ensino.

O endereço deverá estar claramente indicado. Também se deverá referir como o site foi encontrado, assim como a área curricular e o grupo etário a que o material se destina.

Deverá explicitar por que motivo considera este recurso relevante em termos educativos. Refira os seus critérios de avaliação:

·         Fiabilidade da fonte

·         Facilidade de acesso

·         Relevância para o plano curricular

·         Facilidade de utilização

Para além destes critérios será importante ter em atenção os seguintes aspectos: a adequação do nível de língua; a eventual necessidade de apoio aos alunos na utilização deste recurso; definição do modo de integração deste recurso no ensino da disciplina em questão.

 

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2.2 Utilização da Web para a aprendizagem de línguas

2.2.1 Introdução

A Web pode ser usada de diferentes formas no ensino das línguas:

  • O professor pode encontrar recursos para as actividades da aula dos quais se pode fazer o respectivo download. Há uma grande diversidade de materiais autênticos na Web em várias línguas, como seja o caso da imprensa mundial (Kidon Media-Link). Tais recursos podem ser usados offline ou impressos e distribuídos na aula – tendo sempre preocupação com os direitos de autor.
  • Os alunos podem por sua iniciativa encontrar recursos ou materiais em sites sugeridos pelo professor.
  • Tanto professores como alunos podem criar as suas próprias páginas Web para utilização online ou offline.

Há vantagens e desvantagens na utilização da web mas Clare Bradin, no seu artigo "The Dark Side of the Web" (Bradin 1997), destaca alguns pontos positivos:

  • Expõe os alunos a usos genuínos da língua
  • Informação actualizada
  • Comunicação autêntica
  • Motivador
  • Relevante para o ensino de conteúdos específicos

Todavia, há que planificar sempre a aula baseada neste tipo de recurso.

Antes de utilizar a Internet na sala de aula:

  • Faça uma leitura prévia do material e avalie‑o. Consulte os websites imediatamente ante de cada aula para se certificar de que as hiperligações se mantém ou—como já se verificou nalgumas situações—não passaram a dar acesso a páginas de conteúdo não desejável. Consulte: http://www.camsoftpartners.co.uk/DodgyLinks.htm
  • Não planifique uma aula baseada exclusivamente num único site e assegure‑se de que dispõe de uma planificação de emergência no caso da ligação se perder.
  • Certifique‑se de que todos os alunos têm acesso a um computador sem quaisquer impedimentos ou então pense noutras formas de organizar o seu trabalho.
  • Assegure‑se de que os alunos sabem o que há para fazer e mantenha-os permanentemente ocupados. É provável que se entretenham a visitar sites indesejáveis se nada tiverem para fazer.

Há numerosas formas de explorar materiais de ensino de língua na web. Consulte Felix (2001), Felix (2003), Gitsaki & Taylor (1999b and 2000), Windeatt et al. (2000).

Poderá ainda considerar outras hipóteses:

Estas actividades a que aludimos são conhecidas por WebQuests. Consulte:

A secção 2 do módulo 3 é dedicada às webquests.

Veja igualmente:

 

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2.2.2 Direitos de autor

Ao fazer o download ou cópia de materiais existents noutro website, é importante prestar atenção aos direitos de autor. Não parta do princípio de que se pode fazer o que se quiser com esse material simplesmente pelo facto de estar acessível ao público na web. O plágio é um problema crescente.

2.2.3 Mais algumas sugestões

  • Explore recursos WWW online e offline no Módulo 2.3 do projecto ICT4LT: Este módulo contém informação pormenorizada sobre como encontrar recursos na web, fazer o download de páginas, cópia de textos e imagens, CALL (Computer Assisted Language Learning‑Aprendizagem de Língua Assistida por Computador) baseado na web, etc.
  • CLEAR (Center for Language Education and Research‑Centro para o Ensino e a Investigação em Línguas): Este site, alojado na Michigan State University, inclui excelentes hiperligações: http://clear.msu.edu
  • Sites para as Línguas Modernas:

http://vtc.ngfl.gov.uk/docserver.php?docid=3473. Neste documento, alojado no site da VTC, vamos encontrar hiperligações para uma ampla selecção de sites de utilidade para professores de línguas modernas.

2.2.4 Tarefa

Seleccione um dos sites para professores de línguas sugeridos na Secção 2 e comente a sua adequação à disciplina e ao grupo etário com que trabalha. Escreva cerca de 500 palavras.

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3. Comunicação via Internet


3.1 Correio electrónico para professores e alunos de línguas

3.1.1 Comunicações e a Internet

3.1.1.1 Correio electrónico – um meio de comunicação assíncrono

O correio electrónico é o meio de comunicação via Internet mais duradouro. Basicamente trata-se de um meio de comunicação escrita que permite que qualquer pessoa com acesso à Internet possa enviar e receber mensagens a uma ou mais pessoas com o mesmo acesso. A vantagem de se tratar de um meio assíncrono reside no facto de as pessoas não terem de estar permanentemente presentes para poderem comunicar entre si. O correio electrónico tem sido muito utilizado pela comunidade académica desde o início dos anos oitenta do século XX e tem levado à criação de listas de discussão assíncrona.

3.1.1.2 Videoconferência – um meio de comunicação síncrona

Tal como já foi referido, a Internet oferece conteúdos por via da World Wide Web. Também serve de base a uma série de diferentes meios de comunicação que tem vindo a expandir‑se em termos do seu leque de facilidades e estabilidade. As comunicações multimedia síncronas implicam o uso de pacotes como o CU-SeeMe, da White Pine Software, o NetMeeting e o Marratech da Microsoft. Estes pacotes permitem que as pessoas comuniquem em tempo real, ou seja, elas terão de estar presentes, em vários locais (como é óbvio), mas em simultâneo. Estes pacotes são cada vez mais fiáveis. Permitem que grupos de pessoas falem umas com as outras e, inclusivamente, se vejam através da Internet, ao mesmo tempo que vão partilhando textos, gráficos e documentos áudio em tempo real e a custo de uma chamada telefónica.

Sobre o projecto ReLaTe em videoconferência ver Buckett & Stringer (2001).

Para ver um exemplo de um site que oferece cursos de línguas através do NetMeeting na Internet consulte o site NetLearn Languages: http://www.nll.co.uk

Veja igualmente:

Robert O' Dowd criou dois sites cheios de informação sobre videoconferência e telecolaboração:

Veja igualmente a Secção 3.1.2: Chat rooms, MUDs e MOOs, e ainda iVisit (http://www.ivisit.com)- um site de ‘chat’ que usa o áudio e a videoconferência.

 

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3.1.1.3 Anexos por correio electrónico

Não só é possível trocar mensagens por correio electrónico, mas também enviar ficheiros em anexo (file attachments) contendo textos, gráficos, clips de áudio ou vídeo ou combinação de ambos. Há que ter em conta que, provavelmente, os ficheiros de gráficos, de áudio e de vídeo são bastante pesados em termos de memória e por isso a sua recepção e envio pode ser demasiado lenta. Os anexos também podem estar sujeitos a vírus. Tenha o cuidado de não abrir um anexo que tenha recebido de remetente desconhecido ou contendo um nome estranho, dado que é possível tratar‑se de vírus (ver: Módulo 1 – secção 2.6.4). Quando se envia um ficheiro em anexo, mandam as regras de cortesia fazer acompanhá‑lo de uma mensagem de texto simples, a fim de que o destinatário possa constatar de que se trata de um ficheiro ‘limpo’.

No site da Wimba encontramos normalmente um conjunto de produtos bastante interessantes para o correio electrónico. A Wimba especializou‑se em tecnologia de voz assíncrona que nos permite, por exemplo, acrescentarmos mensagens de voz ao correio electrónico e ainda som a páginas na web. Para além disso, a Wimba também produz uma variedade de aplicações para a aprendizagem de línguas online. Visite o site em http://www.wimba.com, e veja algumas demonstrações aí disponíveis.

 

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3.1.1.4 Netiqueta

É importante seguir um código de conduta quando tencionamos comunicar por correio electrónico. A esse código deu‑se o nome de netiqueta. Eis algumas das regras:

  • Seja educado – tal como seria em qualquer outro contexto comunicativo normal.
  • Seja breve.
  • Não faça transparecer certas atitudes, como sejam o sarcasmo, a agressividade ou a condescendência.
  • Lembre‑se de que a ironia e o humor nem sempre se conseguem transmitir através da escrita. Se fizer um comentário que queira que seja interpretado como sendo irónico ou humorístico, acrescente um "emoticon", i. e. um "wink" ou um "smiley", como por exemplo:
    - ;-) :-)

Descubra mais “emoticons” em:

http://www.askoxford.com/betterwriting/emoticons

  • Utilize o campo destinado a “assunto” para indicar claramente o teor da sua mensagem.
  • Não use MAIÚSCULAS, pois isso equivale graficamente a gritar.
  • Identifique‑se no final da mensagem, referindo qual a sua instituição ou empresa, e ainda as páginas web que considerar relevantes. Isto passará a ser a suaassinatura’.
  • Envie sempre as suas mensagens como texto simples (‘plain text’), dado que os sistemas de correio electrónico das outras pessoas poderão não ler mensagens nos formatos HTML ou RTF, ou outros. Certifique‑se de predefinir o seu sistema de correio electrónico para enviar apenas mensagens  como texto simples.
  • Não remeta anexos desconhecidos.
  • Mantenha actualizado o seu anti‑vírus, já que o correio electrónico é a forma mais fácil de contaminação (ver: Módulo 1 – secção 2.6.4).
  • Não envie mensagens de alerta acerca de vírus cuja existência você não pode confirmar. Não o faça até se certificar de que o vírus de facto existe e constitui risco (ver: Módulo 1 – secção 2.6.4).
  • Familiarize‑se com alguns acrónimos e abreviaturas usadas no correio electrónico, por exemplo p (para), tb (também), q (que), n (não). Para expressões em inglês consulte novamente:

http://www.askoxford.com/betterwriting/emoticons

  • Direitos de autor: Há algumas matérias importantes relativamente aos direitos de autor na correspondência de correio electrónico. Encontrará um resumo em inglês dessas matérias nos serviços informáticos da Universidade de Newcastle sob o título “Email and copyright"— http://www.ncl.ac.uk/ucs/correio electrónico/copyright.html—a partir do qual também poderá consultar outras páginas sobre o correio electrónico.
  • Listas de discussão: As listas de discussão, tais como as que são geridas pelos serviços de listas de endereços (mailing lists services), por exemplo o Mailbase ou o JISCMail, têm as suas próprias regras e contém guias sobre como utilizar essas listas. Em inglês poderá consultar http://www.jiscmail.ac.uk. Não remeta anexos ou mensagens comerciais de correio electrónico para as listas de discussão. Não envie respostas automáticas para as listas de discussão, dado que outros membros da lista poderão achar isso bastante irritante. Além disso, as respostas automáticas por computador indicam publicamente que se pode encontrar de férias e que a sua casa está vazia. Ao cruzarem a informação das respostas automáticas com informação disponível publicamente a partir de directorias online, os gatunos podem vir a descobrir o nome, endereço e o número de telefone da pessoa em férias.

Há várias publicações úteis relativas à Netiqueta, por exemplo:

Consulte também Sherwood (1998): Um guia de introdução ao correio electrónico: http://webfoot.com/advice/email.top.html

 

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3.1.1.5 Tema para discussão

Em termos do seu desenvolvimento profissional, que tipo de vantagens retira de uma lista de discussão como o Lingu@NET Forum (http://www.mailbase.org.uk/lists/linguanet-forum), que não existia antes do advento das comunicações online?

3.1.2 Salas de Chat, MUDs e MOOs

Salas de Chat são espaços virtuais de comunicação síncrona, tendo principalmente por base o texto, e que oferecem ambientes online que podem ser visitados ou onde as pessoas se podem encontrar. Digita o seu texto online e é imediatamente visualizado por outros, os quais poderão responder em tempo real. As salas de Chat implicam estar ligado à internet por longos períodos de tempo, o que, quando usadas em contexto de aprendizagem de línguas, pode submeter os alunos a alguma pressão dado terem de ler e responder de forma relativamente rápida. Aconselha‑se precaução ao entrar numa sala de Chat. Algumas dessas salas têm sido utilizadas para fins pouco lícitos (veja http://www.chatdanger.com, ou ainda ThinkUKnow, o qual contém conselhos para alunos: http://www.thinkuknow.co.uk

A sigla MUD significa Multi User Domain (Domínio de Multi‑utilizador). Um MUD é um tipo de teleconferência em tempo real pela internet em que não só se usa correio electrónico mas onde também se podem manipular objectos num mundo imaginário. Os MUDs foram originalmente concebidos como jogos de aventuras incluindo role-play para serem acedidos através de redes de computadores, mas acabaram também por evoluir para um meio que vem facilitar a colaboração e o trabalho em educação, incluindo a aprendizagem de línguas.

A sigla MOO resulta de Multi-User-Domain Object Oriented (Domínio de Multi‑utilizador Orientado para um Objecto) e é uma versão modificada do anterior MUD. Um MOO é uma base de dados orientada para um objecto instalada num servidor remoto. Utilizadores de todo o mundo podem ligar‑se a um MOO para comunicar com outros utilizadores ou jogadores de MOO, seja em tempo real, seja de forma assíncrona, e podem construir as suas próprias paisagens e e os seus próprios objectos dentro desse domínio. Exemplos de MOOs incluem o Anarchy Online (http://www.anarchy-online.com) e o Active Worlds (http://www.activeworlds.com). Os MOOs estão a começar a ganhar importância na aprendizagem de línguas: a este propósito consulte Donaldson & Kötter (1999), Shield (2003) e ainda Svensson (2003). Veja também o website do projecto WELL: http://www.well.ac.uk/wellclas/moo/moo.htm

3.1.3 Um exemplo prático de aplicação do correio electrónico em sala de aula

Uma utilização bastante popular do correio electrónico na sala de aula envolve grupos de jovens alunos enviando mensagens a outros grupos de alunos que vivem noutra área geográfica e onde se fala outra língua, e a quem é pedido que façam uma estimativa do preço de um cabaz de compras virtual. Esta actividade dá-lhes oportunidade de praticarem os comparativos após prévia preparação no domínio do vocabulário e das estruturas sintácticas para a formulação de perguntas adequadas à tarefa proposta. Caso eles tenham já estabelecido as ligações necessárias e solicitem uma resposta imediata, é possível que a recebam num prazo de 24 hora. Se as escolas não possuírem quaisquer ligações mas quiserem obter informação específica desta forma, em termos ad hoc, poderão então encontrar endereços de correio electrónico de outras escolas de contacto nos websites abaixo listados. No caso da actividade do cabaz de compras, seria adequado escolher escolas em países onde os níveis de vida sejam diferentes.

Estudos de Caso:

 

 

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3.1.3.1 Tópico de discussão

Pode imaginar uma actividade em pequena escala como esta a ser posta em prática numa das suas turmas? Que tipo de resultados de aprendizagem espera obter? Terão valido o tempo dispendido na sua preparação?

3.1.4 Explorando o correio electrónico como meio de comunicação

3.1.4.1 Fique a conhecer o seu programa de correio electrónico

A fim de dar uso ao correio electrónico, necessitará de uma ligação à Internet e um programa de correio electrónico. Se estiver a ler este módulo, é provável que já tenha resolvida a questão da ligação à Internet. É também provável que já disponha de um programa de correio electrónico, como o Microsoft Outlook Express, que já vem incluído no Windows. Há outros programas gratuitos tais como o Eudora, o qual pode ser descarregado a partir do site: http://www.eudora.com.

Se considerar a possibilidade de utilização do correio electrónico como ferramenta de ensino e de aprendizagem, verá que não perde nada em ficar a conhecer por dentro todo o tipo de soluções que estes programas apresentam, assim como em avaliá-lo numa óptica de utilização na sala de aula.

3.1.4.2 Características do correio electrónico como meio de comunicação

As três mais importantes características do correio electrónico para o professor de línguas são:

  • A capacidade de enviar mensagens para um ou mais destinatários como simplicidade e rapidez,
  • A natureza provisória do texto a ser enviado e a flexibilidade na exploração do texto recebido para outras aplicações,
  • A possibilidade de se receber e enviar mensagens sempre que tal for conveniente.

3.1.4.3 Destinatário único ou destinatários múltiplos

Se já for um utilizador de correio electrónico, saberá certamente que é tão fácil enviar uma mensagem para uma como para cinquenta pessoas. Como depreenderá do exemplo acima, esta possibilidade faz com que não seja necessário estabelecer e manter uma relação com uma única escola, o que poderá ser difícil, seja através apenas do correio electrónico, seja através de uma combinação de meios de comunicação tradicionais e electrónicos. Isso também significa que com o acesso a escolas de todo o mundo é possível visitar diferentes países consoante o tema em estudo. Também é possível trabalhar com escolas que partilham a mesma língua alvo. As ligações de um para um são normalmente entre escolas que ensinam cada qual a língua materna da outra escola. Isto pode levar a dificuldades junto dos alunos acerca de qual a língua a recorrer no momento de escrever a mensagem. A ambas as escolas poderá ser garantida a autenticidade da língua de chegada e poderá ainda ser acordado que toda a escrita se deverá processar na língua materna dos alunos. Se preferir que os seus alunos escrevam na língua alvo, a solução de um-para-um é uma alternativa útil para aquelas actividades em que um dos participantes esteja ausente (one-off activities).

 

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3.1.5 Flexibilidade do texto

Uma das dificuldades de se manterem as ligações tradicionais entre escolas reside na necessidade de os alunos copiarem cartas para enviarem, as quais resultarão de rascunhos produzidos antes de serem passados a limpo. O texto gerado num processador de texto ou num programa de correio electrónico é provisório até que o botão Enviar seja premido. Isto traz uma série de vantagens ao aluno de língua.

Em primeiro lugar, é motivante porque o receio de se escreverem erros desaparece. Além disso, os erros tornam-se elementos que podem ser utilizados no próprio processo de aprendizagem, dado que podem ser debatidos na aula até se alcançar uma versão correcta.

Em segundo lugar, abre todo um conjunto de possibilidades de trabalho de grupo onde, por exemplo um pequeno grupo faz o rascunho de uma mensagem a ser enviada ao grupo destinatário e que se pode basear numa sessão de brainstorming acerca do que incluir. O rascunho circulará então por toda a turma na aula seguinte e poderão ser tecidos comentários acerca do conteúdo e da correcção da língua usada. Um segundo grupo tomará nota das alterações propostas e fará a edição do texto em conformidade. O professor verificará então o texto, o qual será posteriormente enviado para a turma destinatária. A resposta é recebida e um terceiro grupo de alunos terá a incumbência de a ler e de apresentar um resumo à restante turma, a qual decidirá então sobre o que fazer a seguir, e o ciclo recomeça de novo.

Finalmente, as mensagens recebidas poderão ser importadas para um ficheiro de processador de texto ou ainda para um programa de edição de texto como o Fun with Texts ou o Authoring Suite, e subsequentemente exploradas em termos do seu conteúdo linguístico. Por exemplo, um ficheiro recebido acerca de uma visita de estudo daria a oportunidade de se fazer uma actividade de conclusão da unidade baseada nos pretéritos, no preenchimento de espaços em branco, na sequenciação com base em indicadores temporais ou ainda na reconstrução do texto, tudo isto dentro de vários níveis de dificuldade.

 

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3.1.5.1 Tópico de discussão

Pense numa actividade baseada no correio electrónico com conteúdo simultaneamente temático e gramatical que poderia usar numa das suas aulas. Até que ponto melhorariam as capacidades de leitura e de escrita dos seus alunos? De que modo o correio electrónico afecta o modo como os alunos escrevem numa língua estrangeira? Veja, por exemplo Biesenbach-Lucas S. & Weasenforth D. (2001). Como é que integraria esta actividade de correio electrónico noutras levadas a cabo no mesmo período a fim de praticar as capacidades de produção oral?

3.1.6 Correio electrónico – sempre disponível para leitura

Tal como indicado no ponto 3.1.1.1, o correio electrónico é um meio de comunicação assíncrona, e as mensagens podem ser lidas e respondidas em qualquer altura pelo utilizador. De um ponto de vista curricular, isto pode ser vantajoso. O texto recebido não tem de ser imediatamente lido no monitor. Pode ser guardado, impresso numa ou em várias cópias, analisado e trabalhado para se chegar ao seu sentido. Se o conteúdo for uma resposta a um pedido de informação de um grupo de estudantes, é provável que contenha coisas que lhes interessem dentro do registo de colegas da sua própria geração. Ficará surpreendido pela sua disponibilidade para lidar com níveis de língua difíceis a partir do momento em que realmente queiram saber o que aquilo significa!

 

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3.1.7 Gestão das actividades baseadas no correio electrónico

Você poderá sentir‑se desencorajado a utilizar o correio electrónico com os seus alunos por variados motivos, incluindo:

  • O preço das ligações,
  • A falta de uma ligação à Internet na sua sala de aula,
  • A dificuldade em encontrar escolas com quem colaborar numa base ad hoc.

3.1.7.1 Falta de ligação à Internet na sala de aula

Será um felizardo se dispuser na sua sala de aula de um ou mais computadores com ligação à internet. Nesse caso, os seus alunos poderão receber e enviar mensagens, conquanto seja acordado que será essa apenas a utilização a ser dada à ligação.

Mesmo que tenha apenas um computador sem ligação, o mesmo poderá ser usado em actividades envolvendo o correio electrónico. O seus alunos poderão preparar mensagens, por muito pequenas que sejam, num processador de texto e guardá‑las num disco amovível. Depois, esse disco poderá ser inserido num outro computador com ligação à Internet e com a funcionalidade de correio electrónico, de acordo com os seguintes procedimentos:

  • Ligue o computador
  • Insira o disco amovível na drive respectiva (a:/; f:/)
  • Abra o ficheiro de texto aí contido
  • Seleccione todo o texto e copie‑o
  • Abra o programa de correio electrónico
  • Escolha “criar mensagem”
  • Cole os conteúdos do ficheiro na área destinada ao texto
  • Preencha o endereço de correio electrónico do(s) destinatário(s)
  • Escreva qual o assunto
  • Faça a ligação à internet (a menos que o aparelho em causa esteja permanente ligado)
  • Envie a mensagem
  • Desligue a ligação

As mensagens recebidas podem ser guardadas num disco amovível ou guardadas na rede para impressão, ou ainda recicladas num processador de texto qualquer outro programa que permita a manipulação do texto como sejam Fun with Texts e Authoring Suite. Questões relativas à reciclagem de mensagens do correio electrónico serão retomadas mais adiante neste módulo.

 

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3.1.8 Trabalhar com escolas parceiras

Quando muito poucas escolas estavam na internet e ainda menos possuíam endereço de correio electrónico, era muito difícil encontrar alguém com quem trocar mensagens. Tudo isso mudou e muitas escolas estão hoje activamente empenhadas na busca de outras congéneres.

Para aquelas escolas que já possuem instituições parceiras de longa data, o correio electrónico está a ser usado quer para fins curriculares, quer para a gestão de visitas de intercâmbio. Quem quer que tenha preparado uma tal visita já terá certamente experimentado a frustração de não conseguir fazer coincidir a sua disponibilidade com a do colega com quem se quer entrar em contacto telefonicamente. Com o correio electrónico, ambos os colegas poderão ler as mensagens e responder quando lhes for mais conveniente. A maioria das pessoas julga que o seu correspondente lhes responderá rapidamente às mensagens por causa da rapidez do meio de comunicação. Se você não for um utilizador frequente do correio electrónico, deverá tentar ligar‑se uma vez por dia e responder imediatamente par ir ao encontro das expectativas da pessoa no outro lado da linha, especialmente se esta for um utilizador frequente do correio electrónico.

Se esta for a sua primeira vez na utilização do correio electrónico para fins curriculares, vale a pena considerar estratégias alternativas antes de se envolver com aquilo que pode redundar num fracasso. O modelo tradicionalmente seguido para se estabelecer uma ligação com uma escola de intercâmbio funciona para umas escolas mas não para outras, por uma variedade de motivos que não nos são de todo estranhos. Seria o único modelo razoável quando as cartas tinham de ser escritas à mão e enviadas por correio normal, a menos que os alunos estivessem dispostos a fazer grandes quantidades de cópias. Quando tal resulta, alunos e professores poderão retirar daí grandes vantagens Quando já existe uma tal ligação, os benefícios acrescentados da utilização do correio electrónico no âmbito do currículo e da gestão de intercâmbios deverão ser devidamente explorados. O facto de os professores em cada uma das escolas já se conhecerem e já terem um conhecimento partilhado dos esquemas de trabalho seguidos e dos níveis de desempenho dos dois grupos de alunos facilitará o recurso ao meio e potenciará a melhoria dos padrões.

Se você não tiver qualquer ligação, mas gostaria de estar em contacto com escolas em países onde a língua alvo é falada, é possível ir à procura de uma ligação que tencione manter a partir de um dos sites listados nos endereços já referidos na Secção 3.1.3.

Também é possível, tal como já sugerimos, estabelecer ligações ad hoc para fins específicos, que pode implicar um questionário enviado a um conjunto de escolas a fim de recolher dados para compilaçãp de uma base de dados acerca dos hábitos de lazer dos alunos na faixa etária entre os 14 e os 16 anos na Europa, na expectativa de que nem todas as escolas irão responder. Outra possibilidade seria a de um grupo de escolas que concordassem em trabalhar em conjunto ao longo de um determinado período de tempo, evolvendo-se, por exemplo, num projecto a ser desenvolvido ao longo de um período escolar completo.

 

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3.1.8.1 Tópico de discussão

É preferível:

i. por via do correio electrónico estabelecer uma forte ligação com uma única escola cuja língua materna seja a nossa língua alvo, ou

ii. estabelecer ligações ad hoc com outras escolas que partilhem a mesma língua alvo, ou

iii. estabelecer ligações ad hoc com outras escolas cujos alunos sejam todos falantes nativos da nossa língua alvo?

3.1.9 Aprendizagem em Tandem

Um processo mais complexo de utilização do correio electrónico que poderemos ainda considerar é aquilo a que damos o nome de aprendizagem em tandem. Esta pode ser definida como uma forma de aprendizagem pela qual duas pessoas de duas línguas nativas diferentes trabalham par a par a fim de se ajudarem mutuamente a melhorarem as suas competências linguísticas e ficarem a conhecer algo mais sobre a cultura do outro. Cada parceiro pode ajudar o outro através de explicações na língua estrangeira, comparações, etc. Como a aprendizagem em tandem se processa sempre através da comunicação entre membros de duas comunidades linguísticas e culturais diferentes, este tipo de aprendizagem também facilita a aprendizagem intercultural.

A Universidade de Bochum tem um website onde é disponibilizada mais informação sobre aprendizagem em tandem e ainda os modos pelos quais podemos identificar os parceiros. http://www.slf.ruhr-uni-bochum.de/Tandem

Outras leituras:

Little (2001)

Little & Brammerts (1996)

Little & Ushioda (1998)

Little, Ushioda, Appel, Moran, O'Rourke & Schwienhorst (1999)

Woodin (1997)

Woodin J. & Ojanguren A. (1996)

Ver também Stevens V. (2000).

 

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3.1.10 Correio electrónico no currículo para elevar os níveis de desempenho

Não é de todo necessário recordar que os professores de línguas têm uma tarefa extremamente difícil a desempenhar diariamente. Ao contrário do que sucede com os seus colegas de disciplinas como História, é‑lhes exigido não só que veiculem conhecimentos acerca da cultura alvo, como também que permitam que os alunos adquiram conhecimentos acerca da estrutura da língua, que aprendam um vocabulário diversificado e que apliquem os seus conhecimentos linguísticos enquanto põem em prática complexas competências, tanto múltiplas como discretas.

Para o professor de língua, a comunicação é conteúdo, e não o meio de transmissão nem o processo de verificação do grau de sucesso dessa transmissão. O correio electrónico, cuja essência é precisamente a comunicação, é, nesse sentido, uma importante ferramenta de trabalho.

E como em qualquer ferramenta, o uso do correio electrónico só resultará em melhores níveis de desempenho se for utilizado de forma planeada e integrada. Por si só dá aos alunos a oportunidade de comunicarem de um modo que eles próprios consideram ser bastante actual, o que faz com que o correio electrónico seja para eles algo de importante e interessante. Uma vez que se trata de um meio assíncrono, a sua contribuição pode ser alvo de reflexão mais cuidada. Serão capazes de enviar mensagens em que a qualidade linguística seja aceitável, se não mesmo perfeita. Poderão receber respostas rapidamente, as quais poderão ainda manipular de várias formas, a fim de melhorar o seu próprio desempenho linguístico com base em modelos fornecidos pelos seus pares. A solução reside em identificar pontos no programa de ensino onde você necessite de informação de uma ou mais escolas na língua alvo, ou onde seja provável que os seus alunos criem ‘produtos’ que você gostaria que partilhassem com outros, ou ainda onde a informação que chega ou que parte desempenhe um papel preponderante.

Após identificado o ponto vital no programa e pensada a actividade mais adequada na qual o correio electrónico seja um dos componentes, desenvolva o seu trabalho dentro das seguintes linhas:

  • Identifique a contribuição da componente de correio electrónico, baseando‑se nas características especiais que distinguem o correio electrónico em relação a outros meio de comunicação, e o modo através do qual tais características podem promover a aprendizagem no contexto do seu programa de trabalho;
  • Clarifique quais os objectivos de aprendizagem que a utilização do correio electrónico irá facilitar aos alunos e partilhe esses mesmos objectivos com os alunos;
  • Planeie tarefas de avaliação que lhe permitirão comparar os resultados da aprendizagem da língua com os objectivos previamente definidos e avalie a contribuição da componente de correio electrónico;
  • Planeie toda a actividade, tendo igualmente em conta aquilo que os alunos farão antes e depois da actividade central com o correio electrónico;
  • Certifique‑se de que a língua a ser utilizada na actividade com o correio electrónico já foi ensinada;
  • Certifique‑se de que a língua já aprendida e a língua entretanto adquirida em resultado da actividade com o correio electrónico seja reciclada, não apenas em actividades baseadas em textos, mas também em trabalhos orais ou trabalhos que envolvam outras competências;
  • Leve a cabo as tarefas de avaliação e reflicta sobre o que se pode aprender acerca do valor da actividade com o correio electrónico;
  • Avalie todos os aspectos da actividade, tendo em conta os resultados da avaliação, os comentários dos alunos e as suas próprias observações, e considere o grau de adequação do uso do correio electrónico nessa actividade.

3.1.11 Tarefa

Sugira uma actividade utilizando o correio electrónico com os alunos no âmbito da disciplina que lecciona. Escreva um texto com cerca de 500 palavras.

 

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3.2 Listas de discussão electrónicas

As listas de discussão electrónicas são basicamente formas de partilhar o correio electrónico com membros de um grupo de pessoas que possuem um interesse comum. Muitas listas de discussão no Reino Unido são geridas pela JISCMail (http://www.jiscmail.ac.uk). Aqui estão três listas de discussão que lhe poderão interessar, e onde poderá levantar algumas questões relacionadas com este módulo:

Listas de discussão EUROCALL

Você poderá juntar‑se à lista de discussão do EUROCALL e pesquisar os arquivos em:

http://www.jiscmail.ac.uk/lists/eurocall-members.html

De outro modo, poderá enviar a mensagem

join eurocall-members yourfirstname yourlastname

para

jiscmail@jiscmail.ac.uk

  • Substitua "yourfirstname yoursecondname" pelo seu nome próprio e apelido.
  • O JISCMail enviar‑lhe‑á então uma mensagem, pedindo que confirme o seu interesse em juntar‑se à lista.

O Fórum Lingu@NET

Poderá juntar‑se ao Fórum Lingu@NET e pesquisar os arquivos em:

http://www.mailbase.org.uk/lists/linguanet-forum

De outro modo, poderá enviar a mensagem

join linguanet-forum yourfirstname yoursecondname

para

mailbase@mailbase.org.uk

  • Substitua "yourfirstname yoursecondname" pelo seu nome próprio e apelido.
  • O Mailbase enviar‑lhe‑á então uma mensagem, pedindo que confirme o seu interesse em juntar‑se à lista.

Esta lista é muito procurada!

Discussão da Association for Language Learning (ALLNET)

Poderá juntar‑se à lista de discussão da ALLNET e pesquisar os arquivos em: http://www.jiscmail.ac.uk/lists/allnet.html

De outro modo, poderá enviar a mensagem

join allnet yourfirstname yourlastname to jiscmail@jiscmail.ac.uk

  • Substitua "yourfirstname yoursecondname" pelo seu nome próprio e apelido.
  • O JISCMail enviar‑lhe‑á então uma mensagem, pedindo que confirme o seu interesse em juntar‑se à lista.

Netiqueta: Se se juntar a uma lista de discussão, leia o guia de serviço para saber qual o estilo mais aceitável (a netiqueta).

Veja a alínea 3.1.1.4 Netiqueta.

 

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3.3 Aprendizagem à distância

A aprendizagem à distância de línguas é um assunto bastante actual (veja a secção 7 do Módulo 1.4 do ICT4LT escrito por Sue Hewer).

Há um número crescente de websites que oferecem materiais de aprendizagem à distância, incluindo cursos completos distribuídos por via da Internet e do correio electrónico, usando os chamados Ambientes Virtuais de aprendizagem (Virtual Learning Environments (VLEs)), tais como o WebCT, o Blackboard ou o Moodle:

A aprendizagem à distância de línguas só se tornou possível desde que a qualidade de som melhorou na Internet, mas ainda assim alguns sites oferecem materiais de áudio com uma qualidade deficitária. Alguns são geridos com fins lucrativos e cobram pelos serviços, enquanto que outros foram organizados por entusiastas que estão interessados em transmitir a sua língua e cultura. Os sites variam imenso em qualidade e será importante analisar os materiais que tais sites oferecem antes de os passar para as mãos dos alunos. Há, não obstante, trabalho inovador a ser desenvolvido e poderá encontrar algumas preciosidades. Veja Felix (1998a), Felix (2001) e ainda Felix (2003), três obras que contêm imensa informação sobre VLEs (Virtual Learning Environments), sendo que nas duas últimas foram incluídos uma série de casos de estudo e artigos sobre boas práticas.

Consulte também a lista anotada dos websites favoritos de Graham Davies em http://www.camsoftpartners.co.uk/websites.htm. Esta lista está constantemente a ser actualizada e aumentada. A lista inclui:

A aprendizagem de línguas através da Web ainda se encontra a dar os primeiros passos e existem limitações aos diferentes tipos de interacção que são bem sucedidos na Web, especialmente a interacção que envolve actividades orais—algo que já está bastante desenvolvido em suporte de CD-ROM. Consulte o Módulo 2.3 do ICT4LT, Secção 3.1, relativo ao CALL (acrónimo de Computer-assisted Language Learning [Aprendizagem de Língua Assistida por Computador]) através da Web, e ainda o Módulo 2.2 do mesmo site, Secção 3, relativa às possibilidades e limitações do multimedia em CD-ROM. Consulte igualmente: LeLoup J. & Ponterio R. (2003) "Interactive and multimedia techniques in online language lessons: a sampler", Language Learning and Technology 7, 3: http://llt.msu.edu/vol7num3/net/default.html. Trata-se de uma interessante colectânea de materiais disponíveis na Web, mas quase tudo aqui ilustrado poderia ser melhor implementado e envolvendo uma interacção mais espontânea num ambiente offline, em CD-ROM ou em DVD-ROM. Além disso, há que se certificar da existência de acesso em banda larga e ainda da possibilidade de os sites em certos períodos do dia se encontrarem congestionados. Alguns dos sites poderão requerer um plug-in, que mais não é do que um programa informático extra de que o browser do seu computador necessita para fazer correr alguns ficheiros de uma determinada página na Web.

Já muita tinta correu sobre a aprendizagem de línguas à distância, sobretudo em artigos baseados em comunicações em conferências como as do EUROCALL e do CALICO, e que surgem publicados em periódicos como o ReCALL e o CALICO Journal. Consulte:

·         http://www.eurocall-languages.org

·         http://www.calico.org

Veja também o número especial dedicado à aprendizagem à distância da revista Language Learning and Technology (LLT), a qual se encontra disponível online em: http://llt.msu.edu/vol7num3/default.html

Encontrará ainda dezenas de referências à aprendizagem à distância na própria revista LLT.

 

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3.4 Tarefa

Escolha um dos sites acima referenciados em 3.3 para aprendizagem à distância e elabore um resumo das propostas de actividades contidas no mesmo.

Escreva um texto de cerca de 800 palavras.

 

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Bibliografia e outras referências

Atkinson T. (1998) WWW: the Internet (CILT Infotech Series No. 3), London: CILT. For further information on the CILT Infotech series, see http://www.cilt.org.uk/publications/infotech.htm

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Biesenbach-Lucas S. & Weasenforth D. (2001) "Email and word-processing in the ESL classroom: how the medium affects the message", Language Learning and Technology 5, 1: 135-165: http://llt.msu.edu/vol5num1/weasenforth/default.html.

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Davies G.D. (1998) "Exploiting Internet resources offline". Paper presented at the Language Teaching online Conference University of Ghent, Belgium, 8 May 1998:http://www.camsoftpartners.co.uk/gdghent.htm

Davies G.D. (1999) The Internet: an introduction for language teachers: http://www.camsoftpartners.co.uk/webintro.htm

D’Eça, T. (1998) NetAprendizagem, A Internet na Educação. Porto: Porto Editora

D’Eça, T. (2002) O E-mail na Sala de Aula. Porto: Porto Editora

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